• Destaques

    A Vila dos Catadores Ciclistas Autora: Bruna Ruperto CamilloOrientadoras: Liza Maria Souza de Andrade (FAU/UnB) e Carolina Matias (diretora do filme No Rastro das Cargueiras) As caçambas da Asa Norte do Plano Piloto recebem muitos visitantes ao longo do dia. Entre eles estão os catadores ciclistas do cerrado. Este grupo de catadoras e catadores de resíduos sólidos recicláveis ocupa, há mais de vinte anos, as áreas próximas ao bairro de classe alta Setor Noroeste. Eles recolhem tanto ali quanto na Asa Norte os materiais descartados pelos moradores da região. Realizam seu trabalho fazendo longas rotas em bicicletas cargueiras adaptadas para este fim. Em anos de expertise, estes trabalhadores desenvolveram um meio de reciclagem eficiente, de baixo impacto e sustentável em sentido amplo. A sustentabilidade é evidente nas técnicas, nas ferramentas, nas práticas, na produção e na autogestão dessa comunidade composta de 40 famílias. A Vila dos Catadores Ciclistas é um projeto básico para um espaço de trabalho construído que atenda às necessidades da produção e da reprodução da vida destes trabalhadores. Entendendo que para este grupo o desenvolvimento da dimensão do trabalho procede do desenvolvimento da vida doméstica e vice-versa, ou seja, que não há dissociação de ambas as partes, este projeto buscou reunir e organizar em um mesmo espaço os ambientes de moradia e da reciclagem porta a porta. Tal arranjo partiu da avaliação dos padrões espaciais encontrados na ocupação, nos resultados dos questionários aplicados e das oficinas de processo participativo realizadas com os catadores. O resultado formal do espaço reflete a racionalidade do modo de trabalho específico deste grupo, alternativo ao modelo convencional para galpões de reciclagem. Por um lado, as tarefas da reciclagem exigem a definição de áreas apropriadas para o trabalho. Por outro, a flexibilidade do espaço é fundamental para a comunidade, estruturada por pequenos núcleos familiares autônomos organizados em grandes famílias. O resultado é um sistema de módulos que atendem às distintas atividades da catação mantendo, ao mesmo tempo, os diferentes fluxos de circulação e as condições para as transformações constantes.        

  • Destaques

    O V Seminário Internacional da Academia de Escolas de Arquitetura e Urbanismo de Língua Portuguesa (AEAULP), que intitulámos de Proximidades Distantes, ocorrerá em setembro de 2023, em Brasília. O hiato temporal decorrente da realização do último seminário, em Belo Horizonte, em muito se deve à crise pandémica que afligiu o planeta nos últimos dois anos. Hoje, já com a premissa de superação desse período, as limitações transformam-se em bases sólidas de investigação. Este seminário é o mote oportuno para reduzirmos as distâncias que, forçosamente, fomos obrigados a criar, apostando num evento que se quer presencial. As atividades nas áreas científicas envolvidas, nomeadamente a arquitetura, o urbanismo, o ensino e a sua prática, devem capacitar-nos a perfilar um futuro mais Humano, mais Sustentável e mais Igualitário. Tais práticas articulam-se em perfeita consonância com as temáticas emergentes e específicas de países com interesses e problemas comuns, unidos por uma língua franca. O Programa do Seminário prevê conferências magistrais proferidas por convidados nacionais e estrangeiros, mesas redondas sobre aspetos temáticos, para ampliar o debate, assim como a apresentação das comunicações aprovadas. Estão ainda previstos workshops para docentes e alunos e o lançamento da publicação que contém as comunicações apresentadas. A organização está a cargo da Academia de Escolas de Arquitetura e Urbanismo da Língua Portuguesa (AEAULP), da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UnB e do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário de Brasília (CEUB). Os trabalhos serão avaliados por uma Comissão Científica composta por professores e investigadores das escolas associadas da AEAULP, e utilizará o método de blind-peer review e aplicando os critérios definidos no site do evento pela Comissão Organizadora. A call for papers encontra-se aberta até 26 de fevereiro por meio do link www.aeaulp.com/proximidades/    

  • Destaques

    Venha participar do Curso de Extensão: Conexões de Saberes e Tecnociência Solidária!   Vinculado à Residência Multiprofissional CTS o curso ocorrerá de forma remota, às quintas feiras, das 19:00hs às 21:30hs, pela plataforma Zoom no período de 04/01 a 02/03/23.O curso tem por objetivo formar uma base epistemológica transdisciplinar em Tecnociência Solidária e incluir a Extensão Universitária na Pós-graduação por meio integração ao projeto de Residência Multiprofissional CTS - UnB, uma parceria do Núcleo de Política de Ciência, Tecnologia e Sociedade – NPCTS/CEAM/UnB com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/FAU, a Faculdade de Planaltina/FUP, a Faculdade de Agricultura e Medicina Veterinária/FAV e CDS/UnB, a Faculdade de Ceilândia/FCE, a Faculdade de Saúde/FS, a Faculdade de Educação/FE e do Instituto de Humanas/IH. Envolverá formação e educação visando produção cognitiva que vai além da tecnologia social para promover assessoria sociotécnica em planos de gestão social para a produção do habitat, agroecologia, geração de trabalho e economia solidária, saúde ecossistêmica e saneamento.As inscrições podem ser realizadas no SiGAA do dia 04/01 ao dia 21/01 pelo Link: https://sigaa.unb.br/sigaa/public      

  • Destaques

    O Programa de Pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília repudia veementemente os atos terroristas e antidemocráticos ocorridos em Brasília no último domingo.
 Graves atos criminosos tentaram destruir nossa democracia, ao mesmo tempo em que depredaram patrimônio arquitetônico e artístico de valor inestimável. Estamos solidários com as instituições brasileiras que defendem a democracia e alinhados à Reitoria da Universidade de Brasília na defesa da ciência, da pesquisa e da função social do conhecimento acadêmico. Como professores e pesquisadores, estamos dispostos a contribuir para um trabalho coletivo de recuperação do patrimônio arquitetônico e cultural de Brasília e nos juntamos aos esforços no sentido de retomar a luta por uma cidade e um país melhores, reconstruídos e sólidos.   NOTE OF REPUDIATION TO TERRORIST AND ANTIDEMOCRATIC ATTACKS   The Graduate Program of the Faculty of Architecture and Urbanism at the University of Brasília strongly repudiates the terrorist and antidemocratic acts that took place in Brasília last Sunday, January 8th. Direct attacks have tried to ruin our democracy, while at the same time destroying invaluable architectural and artistic heritage. We stand in solidarity with Brazilian institutions to defend democracy and we are aligned with the University of Brasília in the defense of science, research and social awareness.As professors and researchers, we are willing to contribute to collective work to recover the architectural and cultural heritage of Brasília and join efforts to fight for democracy and rebuilt tangible and intangible qualities of the capital city and nation.  

  • Destaques

    NAS RUÍNAS DA FLORESTA editora mexicana t-e-e de Paulo Tavares "Como uma grande diversidade de exemplos em todo o continente percebe, a relação com o não-humano nem sempre é marcada pelo olhar instrumental que considera a natureza como um recurso. Além do horizonte monocultural árido do agronegócio, existem outras formas de produção da natureza que não se baseiam na lógica extrativista da ecologia mundial capitalista. Isso é explicado, por exemplo, pelo manejo de jardins florestais maias ou pelos sistemas agroflorestais tradicionais da Sierra Norte de Puebla, no México. O mesmo acontece com o manejo em larga escala na Amazônia, reconhecida como uma floresta de origem antrópica coproduzida pelos diversos povos que habitam seu território há séculos. Neste ensaio, Paulo Tavares (@pauloxtavares) parte das evidências materiais reveladas na selva pela violenta expansão da fronteira agrícola durante a ditadura militar no Brasil nos anos setenta. Estes traços permitem-nos repensar a história dos conjuntos humanos e a sua relação com o ambiente. O percurso traçado por Tavares lê a gestão florestal como um processo de conceção e estende-nos questões urgentes no presente. O que é uma cidade? O que é uma floresta? Podemos co-projetá-los com outros não-humanos, colocando a reprodução de toda a vida no centro?" disponível em: http://t-e-e.org/