Nucleação e Inserção Social do PPG-FAU/UnB.
O PPG-FAU se originou do Curso de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo, um dos mais antigos do país, criado em 1962, e logo depois dividia com São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul as opções de qualificação, tornando-se num centro de referência nacional. De forma natural o protagonismo da atuação do PPG-FAU/UnB se consolidou em sua atuação pioneira na Região Centro-Oeste com alcance nas regiões Norte e Nordeste do país, principalmente nas esferas governamentais. Essa atuação é facilmente vista na formação de recursos humanos para atuarem no Governo Federal como também nos governos estaduais, especialmente no local.
Trata-se de uma intensa articulação do PPG-FAU/UnB com os órgãos gestores sob sua área de influência, pela qual vem se mantendo uma afluência de profissionais da esfera pública que buscam o curso de pós-graduação para aprimorarem seus conhecimentos e atuarem no planejamento e gestão de nossas cidades. O PPG-FAU cumpre assim com um dos objetivos de desenvolvimento técnico e científico do país estabelecidos pela CAPES/MEC, o qual se refere ao papel do programa de nucleação de regiões prioritárias para aprimoramento profissional.
Essa leitura, que pode ser entendida como decorrência de uma condição da pós-graduação dos anos 1970, ainda se apresenta como verdadeira mesmo diante do surgimento de outros centros de especialização, em especial no Nordeste. Assim, no que tange a formação de quadros docentes titulados com Mestrado e/ou Doutorado, o PPG-FAU contribuiu para estruturar a maioria das Faculdades de Arquitetura e Urbanismo, tanto no Distrito Federal – que hoje tem 13 cursos – como em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com forte penetração nas regiões Norte e Nordeste. Números revelam tal protagonismo:
– Formação de docentes para a UnB: 12 doutores. Formação de docentes para outras Instituições de Ensino Superior (IES): 29 doutores e 20 mestres, sendo 4 mestres e 2 doutores para os Institutos Federais (1 doutora para o IF de Tocantins); 4 doutores para a UEG; 1 doutor para a UEPA; 1 doutor para a UFAM; 6 doutores para a UFG; 1 doutor UFT; 2 mestres para UFT; 1 mestre para UNEMAT; um pós-doutorado para professor da UFES.
– Formação de docentes para IES particulares de Brasília e GO: 32 professores, dos quais: 15 doutores e 17 mestres.
– Formação de técnicos para o Governo Federal: 7 doutores e 18 mestres, sendo 2 doutores e 10 mestres para Ministérios e Tribunais; 3 doutores e 3 mestres para Senado, Câmara e a Presidência da República; 1 doutor da Polícia Federal; 3 doutores e 1 mestre para o IPHAN; 2 mestres para o IBRAM; 1 doutor e 3 mestres para INFRAERO.
– Formação de técnicos para o Governo do Distrito Federal: 5 doutores e 12 mestres, sendo 2 doutores para AGEFIS; 1 doutor para a SEDHAB; 2 doutores para a Secretaria de Estado e Educação do Distrito Federal; 1 mestre para Administração Regional do Lago Sul; 1 mestre para o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal; 1 mestre para o IPHAN-DF; 1 mestre para a Secretaria de Cultura – DF; 1 mestre para a SEDHAB; 3 mestres para a SEGETH; 2 mestres para a TERRACAP; 1 mestre para a PMDF; e 1 mestre para a Secretaria de Estado de Educação do DF.
Quanto à área de influência do impacto gerado o PPG-FAU pode-se destacar o Distrito Federal, somada à região Centro-Oeste – com reflexos na região Norte e Nordeste -, onde desde sua atuação inicial tem se destacado em temas hoje consolidados: Planejamento e gestão urbana; Movimento Moderno e arquitetura de Brasília; Bioclimatismo urbano e eficiência das edificações. Mais recentemente, se consolidaram, também, Grupos de Pesquisa que constituem um diferencial do PPG-FAU no cenário da pós-graduação nacional como é o caso de: Tecnologia e Construção do Ambiente Construído, Estética e História da Cidade e do Urbanismo. São temáticas que espelham a diversidade de formação dos professores do programa – engenheiros, filósofos, historiadores – e que integram campos de atribuição do Arquiteto e Urbanista. A diversidade de ações descritas e analisadas no item “9.1.1. Inserção social por Área do PPG-FAU” demonstra esse quadro de atuação.
7.1.5. Solidariedade entre instituições acadêmicas e governamentais
A solidariedade do programa em franca consolidação pode ser verificada pelo número crescente de participação em redes nacionais e internacionais. Acordos técnicos e projetos em parceria cresceram expressivamente neste último triênio (2017-2019), assim como as numerosas redes colaborativas de pesquisa e acordos de cooperação técnica e acadêmica (vide projetos financiados neste tópico). Seguem aqui as principais redes colaborativas de pesquisa e acordos firmados:
– “Cronologia do Pensamento Urbanístico”: PROURB/FAU-UFRJ; PPG-AU/FAUFBA; PPG-FAU/UnB; IFCH/Unicamp; EA/UFMG; UNEB – BA.
– “Observatório das Metrópoles – Núcleo Brasília/RIDE”: 282 pesquisadores, distribuídos pelos 16 núcleos da rede em todo território nacional.
– “Rede Sustenta”: FUFMT; UNEMAT; IFMT; SEBRAE/MT; SENAI/MT; IFFLUMINENSE; CEULJ – Paraná; ULBRA; FAU-UnB; UNIVAG; IFB – Brasília.
– “Pisac – Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído”.
– “Cooperação Técnica com a Fundação Renzo Piano”.
– “Cooperação Técnica entre a Building Research Establishment (BRE TRUST) e a Universidade de Brasília”.
– “Cooperação Técnica entre o Instituto Venturi e a Universidade de Brasília”.
– “Cooperação Técnico-científica com UCLouvain – Bélgica”.
– “Cooperação técnico-científica entre a Fundação Universidade de Brasília (FUB/UnB) e o Ministério da Segurança Pública (MSP)”.
– “Rede Atlas”: FAU-USP; Peabiru TCA; FAU-USP; Grupo de Pesquisa Periférico (PPG-FAU/UnB).
– Cultura, Arquitetura e Cidade na América Latina (CACAL): USP; UnB; UFBA; UFRN, UNILA, USP-São Carlos; UFSC; Universidade do Texas/Austin; Escola da Cidade; UFMG; UFPA
Vale destacar as participações em bancas externas ao programa, a saber: 9 bancas em instituições internacionais; 6 bancas de Doutorado externas à UnB; 13 bancas de Mestrado externas à UnB; 3 bancas de qualificação de Doutorado externas à UnB; 11 bancas de qualificação de Mestrado externas à UnB; 4 bancas de Doutorado em outros programas na UnB; 2 bancas de qualificação de Mestrado em outros programas na UnB, além da participação em comitês e comissões julgadoras explicitadas no item “8.1.3.”.
Destacamos também como parte de solidariedade do programa, a participação em associações científicas, organizações civis e conselhos de interesse ao campo da Arquitetura e Urbanismo, a citar:
– Comitê Técnico para Sistemas Convencionais do Nacional do Sistema Nacional de Avaliação Técnica de Produtos Inovadores e Sistemas Convencionais (CT-SINAT Convencionais), no âmbito do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H).
– Comission Internationale de l’Eclairage.
– IEA – International Energy Agency.
– Secretaria Técnica do Procel/Edifica e Grupo Técnico de Edificações do MME.
– ANPUR – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional.
– ANPARQ – Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo.
– AIHU – Associação Iberoamericana de História Urbana, criada em Brasília no ano de 2013.
– ABRE – Associação Brasileira de Estética.
– CONPLAN – Conselho de Planejamento do Distrito Federal.
– IAB-DF – Instituto de Arquitetos do Brasil – DF (gestão 2017-2019 e 2020-2022).
– CAU-DF – Conselho de Arquitetura e Urbanismo – DF (gestão 2018-2020).
– BR Cidades – Núcleo DF Metropolitano.
