O Planejamento Institucional e o processo de Autoavaliação do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (PPG-FAU/UnB) estão estruturados em consonância com as diretrizes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), especialmente no que se refere à centralidade do planejamento estratégico, da avaliação contínua e da cultura de autoavaliação no âmbito da pós-graduação brasileira.
O processo responde também ao Plano de Desenvolvimento Institucional da Universidade de Brasília (PDI 2023–2028) e às orientações do Decanato de Pós-Graduação (DPG/UnB).
1. Referenciais Normativos e Institucionais
Diretrizes CAPES
A CAPES estabelece que o planejamento estratégico e a autoavaliação constituem dimensões estruturantes da avaliação dos Programas de Pós-Graduação, com ênfase em:
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Diagnóstico institucional;
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Definição de metas e indicadores;
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Monitoramento contínuo;
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Uso dos resultados para aperfeiçoamento;
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Participação da comunidade acadêmica;
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Meta-avaliação do processo.
Essas diretrizes são operacionalizadas por meio da Plataforma Sucupira e dos documentos da avaliação quadrienal.
Alinhamento ao PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional da UnB) UnB (2023–2028)
O planejamento do PPG-FAU/UnB dialoga com os princípios do PDI 2023–2028 da UnB, especialmente:
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Responsabilidade social;
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Democracia e participação;
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Produção científica qualificada;
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Formação cidadã e inclusiva;
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Compromisso com diversidade e equidade.
2. Estrutura do Processo de Planejamento (PI/PPG-FAU/UnB)
O Planejamento Institucional do Programa é conduzido pela Comissão de Pós-Graduação, composta por:
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Coordenação do Programa;
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Coordenadores de área;
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Coordenadores de linha;
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Coordenação de Pesquisa da FAU;
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Editores-chefes das revistas Paranoá e Revista de Estética e Semiótica;
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Representação discente.
O processo foi organizado em dois ciclos estruturados:
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1º ciclo: 2021–2022
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2º ciclo: 2023–2024
3. Objetivo Estratégico do Planejamento
A coletividade pactuou como objetivo central:
Elevar o Programa ao patamar de excelência.
Esse objetivo se estrutura em três dimensões estratégicas:
Impacto Social
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Contribuição para políticas públicas;
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Desenvolvimento de tecnologias sociais;
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Formação de quadros técnicos para governo federal e distrital.
Nucleação e Solidariedade Acadêmica
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Apoio a novos programas;
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Disciplinas colaborativas interprogramas;
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Consolidação de redes nacionais;
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Projetos interinstitucionais.
Internacionalização
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Redes internacionais consolidadas;
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Cotutelas e coorientações;
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Bancas internacionais;
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Eventos internacionais organizados pelo Programa.
4. Metodologia de Planejamento e Autoavaliação
O processo foi estruturado em cinco fases, alinhadas às orientações da CAPES:
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Preparação e diagnóstico
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Sensibilização da comunidade;
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Levantamento de dados;
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Análise comparativa na área.
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Implementação dos instrumentos
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Definição de métodos;
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Construção de indicadores;
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Instrumentos de coleta de dados.
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Divulgação dos resultados
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Autoanálise crítica
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Uso dos dados para revisão de metas;
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Ajustes estratégicos.
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Meta-avaliação do processo
5. Diagnóstico e Uso de Ferramentas de Dados
O Programa utilizou:
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Software de dados do DPG-UnB;
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Análise comparativa com programas da área 29;
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Avaliação qualitativa de periódicos (Qualis);
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Estudo de estratégias de programas de excelência da área.
Esse diagnóstico permitiu:
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Identificar posicionamento relativo do Programa;
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Mapear fragilidades e potencialidades;
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Subsidiar a revisão de metas.
6. Oficinas Participativas (2023)
O segundo ciclo (2023–2024) incorporou forte dimensão participativa:
Oficina com Técnicos (01/12/2023)
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Identificação de gargalos administrativos;
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Otimização de fluxos;
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Transparência e publicização de dados;
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Revisão de normativas internas.
Oficina com Docentes (08/12/2023)
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Revisão de metas e indicadores;
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Estratégias de fomento à produção;
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Planejamento de disciplinas;
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Internacionalização diversificada.
Oficina com Discentes (15/12/2023)
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Percurso discente;
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Política de bolsas;
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Diversidade e ações afirmativas;
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Extensão articulada à pesquisa;
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Produção científica discente.
A oficina discente foi organizada pelos representantes discentes, fortalecendo a legitimidade e corresponsabilidade no processo.
7. Seminários Institucionais
A coordenação participou de seminários promovidos pelo DPG/UnB:
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Seminário de Internacionalização (08/10/2023)
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Seminário de Planejamento e Autoavaliação (06/12/2023)
Em 23/06/2023, foi organizado o seminário:
“A área de Arquitetura, Urbanismo e Design: desafios dos Programas de Pós-Graduação da UnB”, com participação do coordenador da área na CAPES.
Está previsto:
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Segundo Seminário de Planejamento e Autoavaliação (22/03/2024), com participação de coordenadores de programas de excelência.
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Oficina de orçamento participativo (2024).
8. Instrumentos de Autoavaliação (2024)
Foram desenvolvidos formulários específicos para:
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Docentes
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Discentes
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Egressos
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Técnicos
Os resultados subsidiarão:
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Revisão do planejamento estratégico;
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Ajustes nas metas do quadriênio;
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Consolidação da cultura de autoavaliação.
9. Governança e Cultura de Avaliação
O processo evidencia:
✔ Participação ampla e democrática
✔ Uso sistemático de dados
✔ Diagnóstico comparativo na área
✔ Revisão contínua de metas
✔ Planejamento vinculado à avaliação CAPES
✔ Meta-avaliação
10. Aderência aos Critérios CAPES
O processo de Planejamento e Autoavaliação do PPG-FAU/UnB atende aos seguintes critérios valorizados na avaliação quadrienal:
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Existência de planejamento formalizado;
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Indicadores claros;
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Participação da comunidade;
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Uso dos resultados para melhoria;
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Integração com impacto social e internacionalização;
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Sustentabilidade do processo.
